Será que uma máquina pode substituir o julgamento humano na hora de determinar o que realmente aconteceu em um processo judicial? Em plena era da inteligência artificial, este livro lança um desafio crítico ao fascínio tecnológico predominante: o raciocínio probatório possui um nível de complexidade tal que somente a inteligência humana é capaz de lidar com ele com verdadeira competência. A partir das fronteiras da filosofia da mente, o livro demonstra que julgar os fatos requer consciência, bom senso e o papel epistêmico das emoções. Sem uma compreensão semântica vivida e sem a capacidade de assumir uma responsabilidade pública perante a verdade, a máquina simplesmente simula o raciocínio, adaptando-se de forma complacente ao interlocutor. Para ilustrar isso, parte do livro recorre a um experimento argumentativo: um diálogo direto, rigoroso e em tempo real com a própria IA sobre o raciocínio probatório.



