A obra densa e consistente de Ruiz representa a primeira crítica em torno da adaptação, à brasileira, do sistema de informantes estadunidense. Aqui se pode perceber como o discurso oportunista de sujeitos que faziam política desde “dentro” do processo penal implicava na reacomodação e no desajuste das surradas categorias processuais penais brasileiras. E, em paralelo, como uma prática sem orientação normativa conseguiu tratar deste instituto como se denúncia anônima fosse. Só por isto bastaria a leitura. Mas há muito mais. Há exercício consistente de democracia processual. Sobra esforço na tentativa de compreender o fenômeno desde a ótica do direito comparado e perspicácia no entendimento do oportunismo político que faria do uso desta categoria um vantajoso “cavalo de Troia” que, alinhado à ideia, à época, de implantação de um irrestrito plea bargain, faria do processo penal brasileiro uma servilista emulação do paradigma negocial estadunidense. Ruiz faz uma leitura atenta, inteligente e certamente muito bem orientada de todos os aspectos problemáticos trazidos pela figura do informante confidencial.

As razões da prova
Prova em vídeo no processo penal
La valoración de la prueba de interrogatorio 

